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Erros comuns ao utilizar PDCA (e como evitar)

Trilha: PDCA e planos de ação · passo 3 de 8

Pular para a solução, meta sem número, Check que nunca acontece: os sete erros que fazem o PDCA virar só um formulário.

Por Alesandro Fernandes · 19/09/2026 · Atualizado em 29/09/2026 · 2 min de leitura · Para gestor · Como produzimos este conteúdo

Capa ilustrada: Erros comuns ao utilizar PDCA (e como evitar)

Os erros abaixo aparecem com frequência na aplicação do método de Deming (1986) e Campos (1992). Quase todos têm a mesma origem: pular ou encurtar uma das quatro etapas.

1. Começar pela solução

"Precisamos comprar uma máquina nova" antes de entender o problema. Resultado: investimento que não resolve. Como evitar: só discuta soluções depois de descrever o problema com números e chegar à causa raiz.

2. Meta sem número ou sem prazo

"Melhorar a qualidade" não é meta. Como evitar: indicador, valor e data — "reduzir refugo de 6% para 3% até dezembro".

3. Confundir sintoma com causa

Retrabalhar a peça trata o sintoma; a causa continua gerando defeitos. Como evitar: use os 5 porquês ou o diagrama de Ishikawa e confirme a causa com dados.

4. Plano de ação sem dono

"Equipe de manutenção" não é responsável; "Paulo" é. Como evitar: cada ação com uma pessoa, um prazo e um custo, no formato 5W2H.

5. Check que nunca acontece

As ações são feitas e ninguém mede se funcionou. Como evitar: marque a data do Check já no planejamento.

6. Não padronizar

O resultado melhora e, três meses depois, o problema volta. Como evitar: no Act, atualize instrução de trabalho, checklist e treinamento.

7. Fazer PDCA para tudo

Problema simples, com causa óbvia, não precisa de ciclo completo: resolva e padronize. Reserve o PDCA para problemas recorrentes ou de causa desconhecida.

Referências

  • DEMING, W. Edwards. Out of the crisis. Cambridge: MIT Center for Advanced Engineering Study, 1986.
  • CAMPOS, Vicente Falconi. TQC: controle da qualidade total (no estilo japonês). Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1992.
  • ISHIKAWA, Kaoru. What is total quality control? The Japanese way. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1985.

Alesandro Fernandes

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